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Taxista feirense é assassinado e tem carro incendiado em Antonio Cardoso
Segundo informações, o corpo foi encontrado há cerca de 60 metros do veículo de trabalho, um Voyage, prata, número de ordem 0255 e placa JRS-5111. O taxista tinha perfuração de arma de fogo na nuca e sinais de cacetada. O veículo estava carbonizado
Redação Correio da Cidade Santo Estevão - BA
Postada em 08/01/2018 ás 13h05 - atualizada em 09/01/2018 ás 14h19
Taxista feirense é assassinado e tem carro incendiado em Antonio Cardoso

O taxista Paschoal Dias dos Santos, 70 anos, que residia no bairro Jardim Cruzeiro, em Feira de Santana, e estava desaparecido desde o início da tarde de sexta-feira (5), foi encontrado morto no município de Antonio Cardoso, na manhã desta segunda-feira (8).


Segundo informações, o corpo foi encontrado há cerca de 60 metros do veículo de trabalho, um Voyage, prata, número de ordem 0255 e placa JRS-5111. O taxista tinha perfuração de arma de fogo na nuca e sinais de cacetada. O veículo estava carbonizado.


Paschoal Dias fazia ponto na praça do Alto do Cruzeiro e colegas informaram que ele foi visto pela última vez saindo com um casal. Os documentos pessoais e o celular dele não foram encontrados, mas um relógio de pulso não foi levado pelos criminosos.


O corpo do taxista foi reconhecido por familiares. Antonio Cardoso é município distante cerca de 25 km de Feira de Santana. 

Revolta
Paschoal Bastos Oliveira, cunhado e xará da vítima, esteve no local do crime e fez o reconhecimento do corpo. Em entrevista ao repórter Sotero Filho, contou que ainda está chocado com o assassinato brutal e disse que a vítima era uma pessoa pacata. "Uma morte brutal, não merecia, uma pessoa que nunca brigou com ninguém", lamentou.

Ele contou que no momento do reconhecimento, pelo menos quatro taxistas estavam no local, prestando solidariedade e buscando informações.

Outra pessoa que também demonstrou revolta com o assassinato foi Keyla Bezerra, amiga da família. "Não fazia mal a ninguém, era uma mosca, pai de família, trabalhador, um bom marido, um bom pai, irmão, cunhado, bom amigo. A gente não consegue entender como é que acontece um crime desse, com requinte de crueldade. Como é que um ser humano é capaz de pegar um senhor da idade dele, trabalhador, pra matar desse jeito. Agora, cadê os direitos humanos. É só pra bandido? Cadê que ninguém dos direitos humanos procurou  gente, a família até agora? Se fosse um bandido estaria atrás", desabafou.

Keyla contou que o amigo trabalhou mais de 40 anos naquele ponto e cobrou a colocação de câmera de monitoramento no local, para segurança dos taxistas e de outros trabalhadores. 


 Central de Polícia, com informações e fotos de Sotero Filho e Carlos Valadares.

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