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Estudante é morta dentro de escola estadual em Goiás
Segundo delegada, jovem de 19 anos contou à polícia que disparou 11 vezes contra a vítima, de 16, por sentir 'ódio' da menor
Redação Correio da Cidade Santo Estevão - BA
Postada em 06/11/2017 ás 10h13
Estudante é morta dentro de escola estadual em Goiás

A estudante Raphaella Novinski, de 16 anos, foi morta a tiros dentro de uma escola estadual em Alexânia, no Entorno do Distrito Federal, na manhã desta segunda-feira (6). Segundo a delegada Rafaela Azzi, Misael Pereira Olair, de 19 anos, foi preso em flagrante logo após cometer o crime. Ela disse ao G1 que o suspeito afirmou ter disparado 11 vezes contra a vítima, por "sentir ódio" dela.



Conforme a delegada, Misael é um ex-aluno do Colégio Estadual 13 de Maio, local onde o fato ocorreu. Já a estudante cursava o 9º ano do ensino fundamental.




"Ele alega que é conhecido 'de longa data' da vítima, e que sentia muito ódio da menina. A partir do depoimento dele entendemos que ele tentou namorar com ela, mas foi rejeitado. Por conta disto resolveu comprar uma arma, adentrar na escola onde ela estava e ceifar a vida dela", disse.




Segundo a Polícia Civil, Misael usou uma máscara para invadir o colégio. A corporação diz que ele teve ajuda do comerciante Davi José de Souza, de 49 anos, que deu carona ao rapaz até a porta do colégio, ficou do lado de fora esperando e depois o ajudou na tentativa de fuga. O homem também foi detido.



A Secretaria Estadual de Educação, Cultura e Esporte (Seduce) informou que a estudante foi morta “logo depois do início das aulas” e que “foi a única alvejada”. Segundo o texto, logo após o crime a direção tomou todas as providências chamando a Polícia Militar e comunicando o fato à família da vítima.




Ainda segundo a nota, “três psicólogas e uma assistente social da Coordenação Regional de Educação, Cultura e Esporte [Crece], de Anápolis, já foram deslocados para Alexânia para apoiar a equipe da escola, alunos e familiares. Uma equipe da Seduce também se deslocou para o colégio”.




A Seduce ressaltou, ainda, que “a escola dispõe de câmeras no pátio e dois vigias noturnos para promover a segurança”. Por fim, a secretaria lamentou o crime “e informa que trabalha em um esforço contínuo para manter a paz e a fraternidade no ambiente escolar”.




O advogado de Misael já se apresentou na delegacia para acompanhar a oitiva dele. A reportagem ainda não conseguiu contato com ele para que comente o caso.




Crime



 




O crime ocorreu às 8h15 desta segunda-feira. De acordo com a delegada, Misael entrou na escola, invadiu a primeira sala de aula do corredor, mas não encontrou a vítima. Em seguida, ele entrou na segunda sala, foi direto ao local onde a adolescente estava e disparou vários tiros contra ela, que morreu no local.



"Ele nos disse que foram 11 disparos, todos eles no rosto da menina. Tudo isso reforça o indício de crime passional, ele tinha estudado na escola no ano passado e tinha guardado este sentimento de ódio. Nós já ouvimos o depoimento dele, agora vamos seguir os procedimentos", afirmou Rafaela, que contou que suspeito tentou fugir logo após o crime, mas foi preso minutos depois pela Polícia Militar.




Em nota, a assessoria de imprensa da corporação destacou que "foi informada dos disparos de arma de fogo na escola, se deslocando imediatamente até o local". Logo depois, segundo a PM, "Misael Pereira tentou fugir em um veículo Ford Escort, mas foi abordado e preso em flagrante pelos militares. Com o detido, foi apreendido um revólver calibre .32".




A delegada ressaltou que o jovem vai ser autuado em flagrante por homicídio qualificado e deve ser encaminhado ao presídio, onde ficará à disposição do Poder Judiciário.




O Instituto Médico Legal (IML) foi acionado e já retirou o corpo da estudante do colégio.




 



Desespero



 




O tio da estudante disse, em entrevista à TV Anhanguera, que chegou “desesperado” ao colégio logo após o crime, e que viu a sobrinha dando “os últimos suspiros”.




Roberto Pereira da Silva contou que era ele quem criava a adolescente, e que nunca soube de nenhuma ameaça ou algo que pudesse em risco a vida da sobrinha.






 






FONTE: G1
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