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Operação da PF e MP envolve alto escalão da antiga gestão de Santo Amaro
Detalhes da operação foram divulgados durante coletiva à imprensa na manhã desta quinta-feira (6), na sede da Polícia Federal, em Salvador.
Redação Correio da Cidade Santo Estevão - BA
Postada em 06/07/2017 ás 11h05 - atualizada em 06/07/2017 ás 11h10
Operação da PF e MP envolve alto escalão da antiga gestão de Santo Amaro


A 5ª fase da Operação Adsumus, que integrou a Polícia Federal (PF) e o Ministério Público da Bahia (MP-BA), envolve o alto escalão da antiga gestão da prefeitura de Santo Amaro, na Bahia, que ficou à frente do executivo municipal durante oito anos.




A informação foi divulgada por ambos os órgãos responsáveis pelas investigações durante coletiva à imprensa na manhã desta quinta-feira (6), na capital baiana. Provas colhidas nas investigação evidenciam a tentativa do ex-secretário municipal de Obras e Administração de enganar cidadãos diante do atraso de obras.




No total, foram expedidos oito mandados de condução coercitiva. Quatro deles foram contra servidores públicos. São eles: o ex-prefeito da cidade, Ricardo Machado; o ex-vice-prefeito, Leonardo Araújo; o ex-secretário de Obras e Administração, Luiz Pacheco; e o ex-secretário de Saúde, Marcelo Otero.




Além disso, quatro empresários que estariam envolvidos nos crimes também foram alvos da condução. Até a manhã desta quinta-feira, dois deles – sendo um apontado como operador do esquema -, foram localizados e conduzidos para prestar esclarecimentos na PF. O nome do empresário apontado como operador do esquema, que foi localizado e prestou esclarecimento à polícia na manhã desta quinta-feira, não foi divulgado.




Quanto aos servidores públicos, nenhum dos alvos foi localizado. Entretanto, segundo a PF, o advogado do ex-prefeito de Santo Amaro teria comunicado que ele irá se apresentar no órgão na manhã da sexta-feira (7).




Por conta dos desvios, os oitos alvos de condução coercitiva, por determinação da Justiça Federal, tiveram juntos um total de R$ 38 milhões bloqueados, valor que envolve dinheiro, imóveis e veículos. O valor é relacionado ao total de verbas federais estimadas nos desvios.




Núcleo empresarial



 




A investigação apurou que o esquema ilícito funcionava por meio de três núcleos empresariais que recebiam da prefeitura de Santo Amaro valores para realizar obras públicas, fornecer material de construção e alugar maquinário. Entretanto, a PF diz que foi constatado que parte das obras contratadas era realizada por servidores da própria prefeitura, que assim absorviam parte dos custos e possibilitavam o desvio do dinheiro.




Também foi constatada nas investigações, para além das empresas responsáveis por obras, a participação de empresários de postos de gasolina e produção de eventos no esquema. Inclusive, segundo o MP-BA, a atual fase da Operação Adsumus partiu da delação premiada de um desses empresários.




“Com a colaboração premiada que tivemos com o proprietário de um dessas empresas, aventou também o desvio de recursos na aquisição de combustível”, afirma o promotor de Santo Amaro, Aroldo Almeida.




No que diz respeito às empresas de produção, o MP-BA diz que foi identificado o suposto operador das propinas desviadas. “Curiosamente, um dos sócios das empresas de eventos já foi secretário de Saúde de Santo Amaro, e o empresário que é responsável, de fato, por essas empresas de eventos [...] é do círculo muito próximo de amizade do [ex] prefeito”, conta Aroldo Almeida.




“Esse operador transferia esse valor [desviado] para os servidores públicos envolvidos com as fraudes, que à época eram, no caso, o ex-secretário de Saúde e o ex-secretário de Administração [e Obras]. Essas pessoas transferiam os valores para o ex-vice-prefeito e para o prefeito”, detalha a delegada da PF, responsável pela investigação, Luciana Matutino.




 ‘Vamos inventar’, dizia secretário


A delegada Luciana Matutino relata que a PF entrou nas investigações, que foram iniciadas pelo Ministério Público, porque foi constatado o desvio de recursos públicos federais. “Em determinado ponto, descobriram que parte dos valores desviados proviam de recursos federais da Saúde, da Educação, da Assistência Social e do Ministério das Cidades”.






FONTE: G1
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