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Histórias de pessoas que fazem a cidade acontecer.

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Jovens de Santo Estevão levam sorrisos pelos quatro cantos da cidade
O projeto funciona levando alegria para crianças, adolescentes, adultos ou idosos que por algum problema, seja ele de natureza física ou emocional, precisam cada vez mais do carinho e afeto das pessoas.
Redação Correio da Cidade Santo Estevão - BA
Postada em 03/07/2017 ás 15h35 - atualizada em 04/07/2017 ás 08h50
Jovens de Santo Estevão levam sorrisos pelos quatro cantos da cidade

A nossa história de hoje será sobre a futura ONG – Organização Não Governamental idealizada por um garoto de apenas 18 anos: Gabriel Gomes, sonhou com este projeto há algum tempo e em novembro do ano passado conseguiu coloca-lo em prática. O nome do projeto já fala sobre o que eles tem conseguido: a ONG ‘EM BUSCA DE UM SORRISO” já conta com 17 voluntários e centenas de sorrisos espalhados pelos quatro cantos da cidade.


O projeto funciona levando alegria para crianças, adolescentes, adultos ou idosos que por algum problema, seja ele de natureza física ou emocional, precisam cada vez mais do carinho e afeto das pessoas.


Para dar o pontapé inicial, Gabriel foi surpreendido com um exemplo vindo de sua própria casa, quando foi avisado pela mãe que no aniversário dela, ao invés de ganhar presentes, pediu aos convidados que levassem donativos. E assim tudo começou de fato.


Recentemente o grupo animou os alunos da APAE de Santo Estevão, efetivou a campanha do agasalho no Natal do ano passado e neste São João, levou a emoção  de um amparo para várias pessoas. Mas eles afirmam que vão além. A próxima meta é ampliar as ações para pacientes que estão no leito de hospital, creches e centro de recuperação para dependentes químicos.


Gabriel conta que há muito sonhava em praticar ações de voluntariado mas que em novembro, durante o intervalo das aulas em uma escola estadual, resolveu se reunir com amigos e tirar as ideias do papel de uma vez por todas. Semanalmente eles se reúnem e traçam estratégias de onde e como podem levar alegria para determinado público.


Uma dessas visitas foi na APAE de Santo Estevão e como a primeira ação do grupo, Gabriel conta como foi sua experiência. “Uma coisa é ter no papel e na mente o planejamento do que a gente pretendia com o projeto ‘Em busca de um sorriso’, a outra foi viver de perto toda emoção”, descreve. “Ao chegarmos na APAE sentimos um choque de realidade ao ver tantas crianças e adolescentes ali reunidos esperando por nós; era uma responsabilidade tamanha e aos poucos eles foram se envolvendo e nos emocionavam o tempo todo. Não dá pra descrever o que sentimos; acho que aprendemos muito mais com eles do que fomos ensinar”, disse. Gabriel se refere à forma como os alunos da APAE corresponderam ao carinho do grupo. Dançaram, se emocionaram, participaram de tudo do começo ao fim e no final ecoaram uma frase mais cativante ainda para os voluntários: “quando vocês voltam aqui de novo?”. Naquele momento Gabriel e os demais voluntários sentiram que foram eficientes e que tanta diversão ajudou os alunos de alguma forma. Depois dessa estréia, eles passaram a fazer ações todos os meses por lá.


Outra voluntária do “Em busca de um sorriso” é Mari Conceição, de 21 anos. Ela conta que assim que soube da ideia resolveu ir ver como era o grupo e pediu para participar. “Aquilo que eu senti na primeira reunião é indescritível. A energia que essa proposta faz como nosso interior é tão linda e intensa que levo tudo isso para a prática de nossas ações. Sou o reflexo agora do que a ONG me proporcionou desde o primeiro dia”, revelou.


Durante as ações, além de muitas atividades lúdicas, os voluntários levam artistas locais para cantar para o público alvo do projeto.


No São João, os voluntários distribuíram quinze cestas básicas em comunidades rurais de Santo Estevão e levaram brinquedos, agasalhos, muito forró, alegria e é claro, sorrisos para diversas famílias.


Mas eles almejam o próximo passo: pretendem realizar um grande evento na cidade para arrecadar fundos para então criar definitivamente a ONG. “Vamos documentar tudo para poder ajudar mais pessoas, ter nossa sede própria, uma espécie de Casa de Acolhimento e conseguir manter inúmeras ações sociais dentro do nosso programa”, revelou a dupla.


Além da criação da ONG, vamos expandir nossa alegria para o Hospital da Criança com Câncer, Hospital da Criança, asilos e centros de apoio de Feira de Santana e na Capital. Ipecaetá também é uma meta dos voluntários: “queremos fazer o projeto chegar lá”.


Qualquer pessoa pode ser um voluntário. Para isto basta entrar em contato com Gabriel Gomes e se associar.


“Infelizmente vivemos em uma sociedade individualista e precisamos mudar isso. Sabemos que é uma longa história mas estamos dando o primeiro passo para a transformação social que tanto falamos por ai. Falar menos e agir mais, é o que os nossos jovens precisam fazer”, frisou Mari.


 


Conexão Cidade é uma coluna dedicada exclusivamente para contar histórias de quem faz a cidade acontecer... anônimos, artistas, professores, cidadãos comuns. Pessoas que dedicam seu tempo para uma ideia diferente ou uma ação que surpreende. E para estrear a nossa coluna, escolhemos contar a história de jovens que trocaram as baladas, ostentações ou qualquer outra coisa típica da fase juvenil para se dedicar a distribuir sorrisos para quem mais precisa. Mergulhe com a gente no universo particular dessa turma que está surpreendendo por onde passa.

FONTE: Correio da Cidade
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